Quando a violência cala uma mulher, silencia-se uma nação: Sergipe precisa virar a página do feminicídio

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Licia Melo

Quando a violência cala uma mulher, silencia-se uma nação: Sergipe precisa virar a página do feminicídio

Sergipe vive um momento que exige coragem, responsabilidade coletiva e ação imediata. Em 2025, o estado registrou 13 feminicídios, segundo dados amplamente divulgados pela imprensa local, com dezembro liderando os casos de violência extrema contra mulheres. Cada número dessa estatística carrega uma história interrompida, uma família destruída e um futuro que deixou de existir. O feminicídio não é um fato isolado, nem um problema restrito ao ambiente doméstico: é a forma mais cruel da desigualdade de gênero e da cultura da violência que ainda insiste em sobreviver em nossa sociedade.

Mesmo diante de avanços pontuais nos indicadores de segurança pública, Sergipe não pode normalizar nenhuma morte. Nenhuma queda estatística é suficiente quando mulheres continuam sendo assassinadas pelo simples fato de serem mulheres. Muitas das vítimas não possuíam medidas protetivas ativas, o que revela fragilidades na rede de proteção, falhas no acompanhamento de denúncias e a necessidade urgente de ações mais integradas entre Estado e sociedade civil.

O feminicídio é o estágio final de uma escalada de violência que começa com o silêncio, passa pela agressão psicológica, pelo controle, pela ameaça e, muitas vezes, pelo abandono institucional. Combatê-lo exige mais do que discursos ocasionais: exige políticas públicas contínuas, educação, prevenção, acolhimento, fiscalização e compromisso real. Exige que o tema esteja presente nas decisões políticas, nas empresas, nas comunidades, nas escolas e nas igrejas, espaços fundamentais de formação de valores, consciência social e proteção da vida.

Por isso, este texto é também um chamado público e coletivo. Deputados estaduais, vereadores, lideranças políticas, empresariais, comunitárias e religiosas, homens e mulheres de Sergipe: o enfrentamento à violência contra a mulher não é pauta ideológica, nem responsabilidade exclusiva das vítimas. É um dever de toda a sociedade. Cada omissão custa vidas. Cada silêncio reforça a violência. Cada atitude pode salvar uma mulher.

O Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Aracaju, a Rede Bem Querer e o Bolsa de Mulher News conclamam toda a sociedade sergipana — poder público, empresas, escolas públicas e privadas, universidades, igrejas, associações, sindicatos, movimentos sociais, lideranças comunitárias e cidadãos em geral — a se unirem em um movimento permanente para salvar vidas, proteger famílias e garantir futuros. Sergipe pode e deve mudar essa estatística. Mas isso só será possível com união, corresponsabilidade e ação concreta.

É fundamental que escolas eduquem para o respeito, a igualdade e a não violência, desde a infância, e que igrejas e lideranças religiosas atuem como espaços de acolhimento, orientação e proteção, rompendo o silêncio que muitas vezes mantém mulheres em ciclos de medo e agressão. Da mesma forma, é preciso que parlamentares transformem palavras em leis eficazes e fiscalização rigorosa; que empresas assumam compromisso social verdadeiro; que homens compreendam seu papel ativo no combate à violência de gênero; e que mulheres sejam fortalecidas, ouvidas e protegidas.

O ano de 2026 precisa marcar a virada. Um novo tempo, onde Sergipe seja exemplo de mobilização, prevenção e cuidado. Onde dados não representem mortes, mas vidas preservadas. Onde cada mulher possa viver sem medo.

📣 Este é um convite à ação. Participe. Some forças. Faça parte do movimento.

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Quando a violência cala uma mulher, silencia-se uma nação.
Que Sergipe faça barulho pela vida. Agora.